Por que o embarcador é o último a saber onde está a própria carga

O container já saiu da fábrica, mas o time comercial ainda responde ao cliente com uma previsão de ontem. O financeiro pergunta se aquele custo extra vai entrar no fechamento do mês e ninguém consegue confirmar. O gerente de logística sabe que a carga está em algum ponto entre a empresa e o porto, e sabe também que essa é uma resposta ruim para dar em uma reunião. Nada disso é falha de operação. O caminhão está rodando, o motorista está no horário, o terminal vai receber. O que falta é outra coisa: alguém dentro da empresa precisa tomar uma decisão hoje e está trabalhando com informação de dois dias atrás. A operação ficou mais rápida que a informação sobre ela O comércio exterior brasileiro passou as últimas décadas encurtando prazos. Janelas de agendamento em terminais ficaram mais rígidas, sistemas aduaneiros migraram para o ambiente digital, contratos comerciais passaram a prever multas por atraso que antes eram absorvidas como parte do jogo. O fluxo físico acompanhou. O fluxo de informação, não. Boa parte do setor ainda opera em um modelo herdado de quando o transporte era medido em dias e a comunicação em semanas. O transportador recolhe a carga, executa o percurso e presta contas no final. Faz sentido em uma cadeia lenta. Deixa de fazer quando a empresa que contratou o serviço precisa decidir alguma coisa no meio do caminho. O container resolveu o transporte e criou um novo problema Quando a padronização do container se consolidou a partir dos anos 1960, a promessa era simples: uma unidade de carga que pudesse trocar de modal sem ser aberta. Funcionou. Reduziu tempo de manuseio, roubo, avaria e custo por tonelada em uma escala que reorganizou o comércio mundial. O efeito colateral apareceu depois. Ao fechar a carga dentro de uma caixa lacrada e padronizada, o setor também tirou a mercadoria de vista. O que antes era acompanhado por observação direta passou a depender inteiramente de registro: documento, sistema, aviso, confirmação. A partir daí, a qualidade de um embarque passou a ser inseparável da qualidade da informação sobre ele. Uma carga bem transportada e mal informada gera o mesmo estrago operacional que um atraso real, porque a empresa toma decisões erradas com base no que acredita estar acontecendo. O custo de decidir sem visibilidade Esse custo raramente aparece em uma linha específica da planilha. Ele se distribui. Aparece no compromisso assumido com o cliente final sem margem de segurança. Aparece na equipe que reserva a tarde inteira para um recebimento que só vai acontecer no dia seguinte. Aparece na despesa que poderia ter sido evitada se alguém tivesse avisado com seis horas de antecedência. Aparece, principalmente, na energia gasta por profissionais experientes cobrando informação que deveria ter chegado sozinha. Nenhum desses itens entra na cotação do frete. Todos entram no resultado da empresa. Um embarque previsível vale mais do que um embarque rápido. Previsibilidade é o que permite planejar o restante da operação em volta dele. Informação faz parte do serviço, não do pós-venda É aqui que a lógica precisa mudar de lugar. Enquanto o transporte for tratado como deslocamento de um ponto a outro, a comunicação vai continuar sendo um anexo do serviço: algo que o cliente pede, o transportador fornece quando dá, e todo mundo considera normal. Quando o transporte é tratado como parte da capacidade de decisão do embarcador, a comunicação entra no escopo desde o início. Na prática, isso significa coisas concretas. Confirmar coleta sem precisar ser perguntado. Informar imprevisto no momento em que ele acontece, não no relatório final. Antecipar custo extra antes que ele vire fato consumado. Dar ao cliente uma resposta que ele possa repassar internamente com segurança. Nenhuma dessas ações depende de tecnologia sofisticada. Depende de decidir que a informação pertence ao cliente, e que ela é dele no momento em que existe. O trecho terrestre é onde essa diferença fica visível Entre a empresa e o porto, e entre o porto e a empresa, está o intervalo em que a carga muda de mãos, de responsabilidade e de status com mais frequência. É o trecho em que aparecem as filas, os reagendamentos, as pesagens, os desvios de rota e as variáveis que ninguém consegue prever com precisão. Também é o trecho em que o embarcador tem menos visibilidade própria. Dentro da fábrica, ele enxerga. No sistema do terminal, ele consulta. Na estrada, ele depende de quem está lá. Foi observando esse intervalo de perto, embarque após embarque, que a RodoAtlântico definiu como queria operar: tratando cada atualização como parte do serviço contratado, e não como cortesia. Transportar é o que fazemos. Deixar o embarcador em condição de decidir é o motivo pelo qual fazemos desse jeito. Em cada etapa do caminho, RodoAtlântico.

Por que 65% de toda carga do Brasil roda sobre pneus

Todo produto que passa pela sua mesa, pelo seu armário ou pela linha de produção da sua empresa tem uma história de deslocamento por trás. Na maioria das vezes, essa história envolve um caminhão. Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), 65% de toda a carga movimentada no Brasil segue pela malha rodoviária, um volume que nenhum outro modal chega perto de alcançar. Esse número não é acaso. Ele é resultado de décadas de escolhas de infraestrutura, geografia continental e uma economia que se organizou em torno da estrada. Entender essa lógica ajuda quem gerencia logística a planejar prazo, custo e risco com mais precisão. Uma dependência construída ao longo de décadas O predomínio rodoviário no Brasil começou a se consolidar ainda no século passado, quando o país investiu pesado em rodovias federais e deixou a expansão ferroviária em segundo plano. O resultado é uma malha de mais de 2,8 milhões de quilômetros de estradas em operação, contra uma rede ferroviária muito mais limitada em extensão e cobertura. Essa diferença de escala explica por que a rodovia se tornou o caminho natural pra praticamente qualquer tipo de carga, do grão que sai da fazenda ao produto industrializado que chega na prateleira. O que esse número representa na prática Mais de um milhão de transportadores cadastrados sustentam esse volume todos os dias, rodando dezenas de milhões de viagens por ano em todas as regiões do país. Grão, insumo industrial, produto de prateleira, matéria-prima de fábrica: se algo foi produzido em um lugar e usado em outro, é bem provável que um caminhão tenha feito essa ponte. “A malha rodoviária chega onde nenhum outro modal chega, direto na porta de quem produz e na porta de quem recebe.” Essa capilaridade é o que torna a rodovia insubstituível pra boa parte das operações logísticas do país, independente do porte da empresa ou do setor de atuação. O que isso significa pra quem gerencia logística Saber que a estrada concentra a maior fatia do transporte nacional muda a forma como uma empresa deve pensar sua operação. Alguns pontos que costumam ficar de fora do radar: Empresas que entendem essa dinâmica conseguem negociar melhor, planejar com mais folga e reduzir surpresas ao longo da cadeia. A RodoAtlântico acompanha esse cenário de perto todos os dias, cuidando de cada trajeto entre a empresa e o porto com transparência e proximidade. Em cada etapa do caminho, RodoAtlântico.

Por que a demurrage no Brasil não tem limite de valor

No Brasil, a multa por atraso na devolução do container não tem limite de valor. Enquanto outros países colocam um teto nessa cobrança, aqui ela pode crescer todos os dias, sem parar, até a carga ser liberada. Para quem importa, entender esse ponto muda a forma de planejar a operação inteira. O que é demurrage Demurrage é a multa cobrada pelo armador quando o container fica no porto além do prazo combinado em contrato, o chamado free time. Esse prazo costuma variar entre 5 e 30 dias, dependendo da negociação feita antes do embarque. Passado esse período, a cobrança começa a contar por dia de atraso, em dólar, até o container ser devolvido vazio. Sem limite legal para o valor Em países como os Estados Unidos e os da União Europeia, existem regras que colocam um teto nesse tipo de cobrança. No Brasil, a legislação não prevê limite. A multa pode continuar subindo enquanto a carga estiver retida, sem qualquer restrição de valor. Isso significa que um atraso de poucas semanas pode gerar um custo maior do que o esperado, especialmente quando o motivo do atraso está fora do controle de quem importa, como parametrização em canal vermelho ou falta de berço para o navio atracar. O peso desse custo na importação Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), a demurrage é apontada pelos importadores como o segundo maior custo do processo de importação. Um número que reforça um ponto simples: no comércio exterior brasileiro, tempo parado no porto tem preço, e esse preço não tem limite superior. Onde o embarcador tem controle Boa parte dos fatores que geram atraso não depende do importador. Mas a velocidade com que a carga sai do porto depende diretamente da agilidade do transporte rodoviário contratado para essa retirada. Negociar o free time antes do embarque, acompanhar de perto o desembaraço e contar com um parceiro de transporte que já esteja pronto para retirar a carga assim que ela for liberada são formas concretas de reduzir a exposição a esse custo. A RodoAtlântico acompanha esse trajeto em cada etapa do caminho. Se você quer reduzir o risco de custos extras na sua operação, fale com a gente.

Exportações em alta: o que o novo recorde do comércio exterior muda para quem importa e exporta

As exportações brasileiras cresceram 25% em junho, segundo dados do MDIC. O número confirma um movimento que quem trabalha com comércio exterior já sentia na rotina antes de ver na manchete: o Brasil está vendendo mais para fora, e isso acelera o ritmo de toda a cadeia que sustenta essas operações. Um ano de marcas históricas O fôlego não começou agora. Em 2025, o comércio exterior brasileiro fechou com US$ 629,1 bilhões em corrente de comércio, o maior valor da série histórica registrada pelo MDIC. As vendas externas somaram US$ 348,7 bilhões e as compras, US$ 280,4 bilhões, ambas em patamar recorde. O superávit ficou em US$ 68,3 bilhões, o terceiro maior já alcançado pelo país. 2026 seguiu na mesma direção. Até a segunda semana de junho, as exportações avançaram 25,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, puxadas por agropecuária, indústria extrativa e indústria de transformação. Para o ano, a projeção oficial aponta um superávit de US$ 72,1 bilhões. Volume maior, operação mais exigida Para o importador e o exportador, esse cenário tem dois lados. Um deles abre espaço para comprar melhor, alcançar novos mercados e ganhar escala. O outro cobra uma operação mais azeitada. Cada negócio fechado vira mercadoria que precisa percorrer o trajeto entre a empresa e o porto dentro de um prazo que não espera. Quando o volume sobe, qualquer gargalo nesse percurso aparece no resultado. Um atraso na chegada ao porto pode custar a janela de embarque. Uma demora na retirada do que desembarcou trava a linha de produção. No fim, tudo isso vira custo no caixa. Previsibilidade como vantagem Quem aproveita os bons momentos do comércio exterior costuma ter uma característica em comum: previsibilidade. Sabe onde a mercadoria está, planeja o estoque com antecedência e não é surpreendido por imprevistos no caminho. Essa clareza permite assumir mais pedidos com segurança, justamente quando a demanda aquece. É nesse ponto que a escolha do parceiro de transporte deixa de ser um detalhe operacional e passa a influenciar a competitividade do negócio. Boa logística é o que separa quem só acompanha o crescimento do mercado de quem cresce junto com ele. O trajeto até o porto é com a gente Na RodoAtlântico, o caminho entre o seu negócio e o porto é a parte que assumimos por inteiro. Enquanto a sua empresa concentra energia em vender, negociar e expandir, a sua carga segue no ritmo certo, com você acompanhando cada etapa do percurso. O comércio exterior brasileiro deve manter a força nos próximos meses. Aproveitar esse momento depende de ter uma operação no tamanho da oportunidade. Simplicidade que move o seu negócio, em cada etapa do caminho. Para simplificar o transporte da sua carga e ganhar previsibilidade na sua operação, fale com a equipe da RodoAtlântico.

Porto de Itajaí cresce 330%: o que muda para quem importa e exporta pelo Sul do Brasil

Um dos maiores terminais portuários do Sul do Brasil ficou parado por quase dois anos. Sem operação de contêineres, sem escalas, sem alternativa para quem precisava escoar carga pela região. Em outubro de 2024, o Porto de Itajaí voltou a operar sob gestão da JBS Terminais. Um ano e meio depois, os números mostram uma retomada que vai além do esperado. Para o embarcador que importa ou exporta pelo Sul, esse movimento tem implicações diretas na escolha de rotas, na frequência de embarques e na negociação com armadores. O que aconteceu com o porto Em 2022, o Porto de Itajaí encerrou as atividades de movimentação de contêineres após o término da concessão anterior. O processo de licitação que se seguiu foi marcado por instabilidade: os dois primeiros colocados foram eliminados, e a empresa que venceu na Justiça transferiu os direitos à JBS Terminais com autorização da Antaq. O resultado foram quase dois anos de paralisia em um estado com papel relevante no comércio exterior brasileiro, especialmente em setores como carnes, madeira, cerâmica e maquinário. A retomada em números Desde que assumiu a operação, a JBS Terminais destinou cerca de R$ 220 milhões à modernização da infraestrutura e à aquisição de equipamentos. O retorno foi rápido: Atualmente, o terminal opera com área de 180 mil metros quadrados, 1.030 metros de cais, quatro berços com 14 metros de profundidade e dez linhas regulares de navegação, com sete escalas semanais. Os destinos cobrem Ásia, Europa, Américas, Oriente Médio e África. O que isso significa na prática para o embarcador Com o porto fora de operação, quem importava ou exportava pelo Sul tinha menos alternativas competitivas. A concentração em outros terminais reduzia o poder de negociação e aumentava o tempo de espera para embarque em determinadas rotas. Com Itajaí operando e crescendo, o cenário muda em pelo menos três pontos. Mais rotas disponíveis O terminal já conecta Santa Catarina a destinos estratégicos em quatro continentes. Para o embarcador, isso significa mais opções de itinerário e, em muitos casos, tempos de trânsito menores para determinados destinos. Mais frequência de escalas Com sete escalas semanais, o porto reduz o tempo entre a disponibilidade da carga e o embarque efetivo. Para operações com prazos apertados, essa frequência representa uma vantagem concreta. Mais poder de negociação A presença de um terminal competitivo no Sul cria concorrência real entre portos. Isso tende a pressionar tarifas e melhorar as condições para o embarcador que opera na região ou tem flexibilidade para escolher o ponto de embarque. Vale avaliar Itajaí na sua operação? Depende de onde está sua carga, quais são seus destinos e qual é a frequência das suas operações. Para empresas do Sul e partes do Sudeste que exportam carga seca, refrigerada, maquinário ou produtos industriais, Itajaí voltou a ser uma opção que merece entrar na comparação. Antes de fechar o próximo embarque, vale simular tarifas via Itajaí e comparar com os portos que você já utiliza.

Perguntas frequentes (FAQ) — CIOT e MP 1.343/2026

Prezado(a) Cliente, Com a publicação da Medida Provisória (MP) nº 1.343, de março de 2026, e as subsequentes regulamentações da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), surgem dúvidas importantes sobre o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e o Piso Mínimo de Frete. Para facilitar o seu entendimento, preparamos este FAQ com as perguntas mais comuns: 1. O que é o CIOT e qual a sua importância? O CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) é um código numérico obrigatório para identificar cada operação de transporte rodoviário de cargas. Ele garante a transparência na contratação e no pagamento do frete, assegurando o cumprimento do Piso Mínimo de Frete estabelecido pela ANTT. Com a MP 1.343/2026, sua importância foi ampliada, tornando-se um instrumento central na fiscalização. 2. A MP 1.343/2026 torna o CIOT obrigatório para todas as operações? Sim, para operações de Carga Lotação. A MP 1.343/2026 estabelece a obrigatoriedade do CIOT para todas as operações de transporte rodoviário de cargas classificadas como Carga Lotação, independentemente de serem realizadas com frota própria da Empresa de Transporte de Cargas (ETC) ou por meio de contratação de Transportadores Autônomos de Cargas (TAC) e TAC-equiparados. Antes da MP, a obrigatoriedade para frota própria estava suspensa. 3. Minha empresa possui frota própria. Precisarei emitir o CIOT agora? Sim, se a operação for de Carga Lotação. A MP 1.343/2026 alterou a Lei nº 11.442/2007, e agora as ETCs com frota própria que realizam transporte de Carga Lotação são responsáveis pela emissão do CIOT. O sistema da ANTT verificará se o valor do frete está em conformidade com o piso mínimo antes de liberar o código. 4. E as operações de Carga Fracionada? Também precisam de CIOT? Não. As operações de Carga Fracionada continuam dispensadas da obrigatoriedade de emissão do CIOT e da aplicação do Piso Mínimo de Frete. Essa dispensa se deve à complexidade de múltiplos remetentes e destinatários, o que inviabiliza a aplicação direta de um valor mínimo por viagem. A natureza da operação (fracionada) prevalece para fins de dispensa. 5. Se eu subcontratar um TAC ou outra ETC para transportar carga fracionada, preciso emitir CIOT? Não, se a carga for fracionada. A dispensa do CIOT para carga fracionada se mantém mesmo em casos de subcontratação de TAC ou outras ETCs. O fator determinante é a característica da operação ser de carga fracionada, e não o tipo de transportador contratado. 6. Quais são as penalidades para o descumprimento das novas regras? As penalidades são rigorosas. O descumprimento da obrigatoriedade do CIOT pode acarretar multa de R$ 550,00 por ocorrência. Além disso, contratantes que desrespeitarem o Piso Mínimo de Frete podem ser multados em valores que variam de R$ 10.000,00 a R$ 350.000,00, além de outras medidas administrativas como a suspensão do Registro Nacional do Transportador Rodoviário de Cargas (RNTRC). 7. Quando as novas regras entraram em vigor? A Medida Provisória nº 1.343/2026 entrou em vigor na data de sua publicação, em março de 2026. A ANTT tem um prazo de sete dias para regulamentar os procedimentos operacionais. A obrigatoriedade técnica do CIOT para Carga Lotação será ativada a partir da data estabelecida em ato específico da ANTT, que deve ser publicado nos próximos dias. A adequação, portanto, deve ser imediata. 8. Como a Rodoatlântico Transportes está se preparando para essas mudanças? A Rodoatlântico Transportes já está totalmente adequada às novas exigências. Nossos sistemas e processos foram atualizados para garantir a emissão correta do CIOT em todas as operações de Carga Lotação, assegurando a conformidade com o Piso Mínimo de Frete e a legislação vigente. Estamos comprometidos em oferecer um serviço seguro, transparente e dentro das normas para todos os nossos clientes. Para mais informações ou dúvidas específicas, entre em contato com nossa equipe de atendimento. Atenciosamente, Equipe Rodoatlântico Transportes

COMUNICADO IMPORTANTE

Nova Medida Provisória— Alterações na Lei do Frete (Lei13.703/2018)Joinville/SC, 20 de março de 2026 Prezado(a) Cliente, Comunicamos uma importante Medida Provisória editada pelo Governo Federal que introduz alterações relevantes no transporte rodoviário de cargas, com impacto direto na Lei 13.703/2018 (Lei do Piso Mínimo do Frete). Nossa missão é manter você sempre bem informado(a) e amparado(a). Por isso, reunimos neste documento os pontos essenciais sobre o que foi alterado. NO DIA A DIA, COMO FUNCIONA? 1. CIOT passa a ser obrigatório em todas as operações O Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) torna-se obrigatório em 100% das operações de transporte rodoviário de cargas. Cada registro deverá conter: identificação do contratante e do transportador, valor do frete, piso mínimo vigente e modalidade de pagamento. O CIOT ficará vinculado ao MDF-e e não será emitido se o valor informado ficar abaixo do piso mínimo. Sem CIOT = operação irregular. A penalidade por operação sem CIOT é de R$ 10.500,00. 2. Penalidades muito mais severas para quem contrata frete As punições para empresas que firmarem contratos com valores abaixo do piso mínimo ficaram consideravelmente mais rígidas. Em situações de reincidência, as multas podem chegar a R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação. A empresa contratante também fica sujeita a impedimento temporário para contratar fretes. 3. Responsabilidade estendida A nova MP estabelece que anunciar frete abaixo do piso já é suficiente para ensejar punição. Adicionalmente, prevê a possibilidade de desconsideração da personalidade jurídica, tornando sócios e empresas do mesmo grupo econômico solidariamente responsáveis. 4. Fiscalização automatizada e integrada O sistema de CIOT será conectado diretamente à Receita Federal e aos fiscos estaduais e municipais, permitindo fiscalização em tempo real. O cruzamento automático entre CIOT, MDF-e e notas fiscais torna a conformidade uma exigência imediata e inegociável. O PISO MÍNIMO DO FRETE NA PRÁTICA É importante ter clareza sobre o que o piso mínimo estabelecido pela ANTT efetivamente cobre. Ele se refere exclusivamente ao custo operacional do motorista autônomo (TAC — Transportador Autônomo de Cargas) — ou seja, representa apenas uma parcela do custo real de uma operação. O que NÃO está contemplado no piso mínimo: • Tributos e encargos fiscais — ICMS, PIS, COFINS, IRPJ, CSLL e demais obrigações tributárias da operação. • Pedágios — Custos de pedágio ao longo das rotas realizadas. • Seguro e gestão de risco — Proteção da carga, rastreamento, escolta e controles exigidos pelo embarcador. • Custos operacionais da transportadora — Equipes administrativa, comercial, operacional, tecnologia e atendimento. • Margem operacional — A remuneração necessária para que a transportadora mantenha sua operação sustentável. Em síntese: o piso mínimo representa o valor mínimo que o motorista autônomo precisa receber para executar o transporte. O frete total contratado será sempre superior a esse piso, pois precisa cobrir todos os demais custos que asseguram uma operação segura, regular e de qualidade. Há uma tendência no mercado de utilizar o piso como teto de negociação. No entanto, aceitar apenas o valor do piso equivale a desconsiderar todos os elementos que garantem que sua carga chegue com segurança, dentro do prazo e com plena cobertura legal. Transportadoras que operam no limite do piso necessariamente comprometem algum aspecto da operação — seja em seguros, manutenção, regularização ou na própria remuneração do motorista. Com a nova MP, esse cenário se torna ainda mais crítico: se o valor declarado no CIOT estiver abaixo do piso, o código simplesmente não será gerado, comprometendo toda a operação e expondo tanto a transportadora quanto o contratante a riscos severos. O QUE ISSO REPRESENTA PARA O SEU NEGÓCIO A mensagem da nova legislação é direta: contratar frete abaixo do piso mínimo deixou de ser apenas uma irregularidade — agora representa uma exposição concreta e grave. Empresas que optarem por parceiros logísticos fora da conformidade legal estarão sujeitas a multas milionárias, suspensão de operações e responsabilização direta dos sócios. A escolha do parceiro logístico certo tornou-se, de fato, uma decisão estratégica de proteção patrimonial para sua empresa. IMPACTO NOS VALORES DOS FRETES Em função das novas exigências legais, informamos que será necessário adequar os valores de frete praticados para garantir plena conformidade com a legislação vigente. Esse ajuste não é uma opção — é uma condição para que a operação seja legal, segura e devidamente documentada.Além disso, é importante que você saiba que os valores do piso mínimo de frete são dinâmicos: a tabela da ANTT é atualizada periodicamente com base na variação do preço do diesel. Ou seja, sempre que o custo do combustível oscilar, o piso mínimo será recalculado — e os valores de frete precisarão acompanhar essa atualização. Em resumo: os preços do frete poderão variar ao longo do tempo conforme a tabela mínima da ANTT for atualizada em razão da oscilação do diesel. A Rodoatlântico se compromete a comunicar previamente qualquer alteração nos valores praticados. Entendemos que mudanças de preço exigem planejamento. Por isso, estamos à disposição para conversar sobre sua operação e encontrar juntos a melhor forma de adaptação dentro desse novo cenário regulatório. Estamos à disposição para responder a qualquer dúvida. Se desejar, podemos agendar uma conversa para avaliar em conjunto como essas mudanças impactam especificamente a sua operação. Atenciosamente,Equipe Comercial Rodoatlântico TransportesJoinville/SC — Março 2026 Rodoatlântico Transportes | Joinville/SC | Comunicado Oficial | Março 2026

A maior rede de brinquedos do Brasil cresceu porque aprendeu uma coisa antes de qualquer concorrente

Em 1988, Ricardo Sayon era pediatra. Vendeu um imóvel, abriu a primeira loja de brinquedos e quase fechou antes de chegar à quarta unidade. O que salvou a operação não foi um produto exclusivo nem uma campanha de marketing. Foi uma pergunta que ele passou a responder com muito mais antecedência do que qualquer rival no setor: Quando esse produto precisa estar no Brasil? Hoje a Ri Happy é a maior rede varejista de brinquedos do país, com cerca de 300 lojas e receita líquida de R$ 1,18 bilhão em 2024. Fornecedores como Mattel, Hasbro e Lego fazem parte do portfólio. E a lógica que sustenta tudo isso ainda é a mesma descoberta dos anos iniciais: timing de importação como vantagem competitiva. Brinquedo tem data. E data não espera Natal. Dia das Crianças. Páscoa. O varejo de brinquedos vive em função de um calendário bem definido, e chegar uma semana atrasado equivale a não vender. A Ri Happy entendeu isso cedo e construiu toda a operação logística em torno dessa premissa. O raciocínio parece simples, mas na prática exige uma mudança de mentalidade significativa: a logística deixa de ser suporte e passa a ser parte da estratégia comercial. O pedido de compra não acontece quando o produto faz falta na prateleira. Acontece meses antes, dentro de um planejamento que considera produção, embarque e lead time. Três lições da operação da Ri Happy 1. O produto certo na hora errada não vende A Ri Happy aprendeu que disponibilidade valia mais do que variedade. Quando o consumidor entrava na loja no dia 10 de outubro, o produto precisava estar lá. Garantir a prateleira abastecida na data certa era resultado direto de um fluxo de importação planejado com antecedência, não de reação ao que faltava. 2. Fornecedor internacional trabalha com calendário, não com urgência Mattel, Hasbro e Lego operam com janelas de produção, prazos de embarque e lead times que não se encurtam por pressão de última hora. A Ri Happy entendeu que entrar no calendário do fornecedor era condição para garantir espaço. Quem pediu em cima da hora pagou premium ou ficou sem estoque. 3. Previsibilidade começa no pedido de importação Nos anos 90, a Ri Happy enfrentou a concorrência de camelôs e o aumento do contrabando. A resposta foi ter produto garantido, no prazo acordado, com procedência verificada. Enquanto o mercado informal operava por oportunismo, a rede operava por previsibilidade. Esse contraste foi determinante para consolidar a posição da marca. O que isso significa para quem importa hoje O caso da Ri Happy não é exclusivo do varejo de brinquedos. Qualquer negócio que depende de importação para abastecer datas sazonais enfrenta o mesmo desafio: o lead time de importação precisa entrar no calendário comercial antes do pedido, não depois. A RodoAtlântico trabalha com importadores que já entenderam isso. Se você quer chegar na data certa, o planejamento começa agora.

Carga atrasada: o que está por trás e o que você pode fazer antes que aconteça

Atraso na entrega da carga é um dos problemas que mais tira o sono do dono de empresa. Não só pelo custo direto, mas pelo efeito cascata: cliente insatisfeito, produção parada, retrabalho operacional, multa contratual. E na maioria das vezes, o imprevisto chega sem aviso. A boa notícia é que grande parte dos atrasos tem causas conhecidas e pode ser antecipada com planejamento e com os parceiros certos. Neste artigo, vamos passar pelas principais origens do problema e pelo que você, como embarcador, pode fazer antes que ele bata na sua porta. As causas mais comuns e as que ninguém menciona Quando uma carga atrasa, a explicação mais fácil é culpar o trânsito ou o porto. Mas as origens costumam ser mais variadas do que isso. Documentação com inconsistência é uma das principais. Nota fiscal com dados divergentes, packing list incompleto, NCM incorreto: qualquer discrepância pode segurar a carga na alfândega por dias. A Receita Federal tem poder para exigir documentos adicionais a qualquer momento, o que torna o processo ainda mais imprevisível para quem não está preparado. Canal vermelho ou cinza na parametrização aduaneira é outro fator que embarcadores subestimam. Quando a carga é direcionada para esses canais, entram inspeção física, análise documental e procedimentos especiais, o que prolonga o desembaraço de forma significativa. Evitar isso começa antes do embarque, com a classificação correta da mercadoria e informações precisas na fatura comercial. Instabilidade nas rotas internacionais segue sendo uma variável real em 2026. O desvio pelo Cabo da Boa Esperança, consequência da situação no Mar Vermelho, continua adicionando dias ao transit time em rotas que antes eram previsíveis. Mais recentemente, tensões no Estreito de Ormuz levaram grandes armadores a suspender reservas e redirecionar embarcações, com impacto imediato em cargas em trânsito. Quando o imprevisto acontece no meio do oceano, o que faz diferença é ter um parceiro que monitora a situação em tempo real e te avisa antes de você precisar perguntar. Calendários internacionais também entram na conta. A Golden Week chinesa, feriados locais em países de origem e períodos de alta demanda global reduzem a capacidade de embarque e aumentam o risco de atrasos nos últimos navios pré-feriado. Quem programa a carga sem considerar esses calendários tende a descobrir o problema tarde demais. O que você pode fazer antes do problema acontecer Não existe operação logística internacional com risco zero. Mas existem práticas que reduzem a exposição e diminuem o impacto quando algo sai do planejado. Planeje com margem de folga real. Transit time estimado não é transit time garantido. Em rotas sujeitas a variações por congestionamento portuário, sazonalidade ou instabilidade geopolítica, trabalhar com uma janela de segurança no cronograma evita que um atraso operacional vire uma crise comercial. Verifique a documentação antes do embarque, não depois. Parece óbvio, mas é onde mais acontecem falhas. Fatura comercial, conhecimento de embarque, packing list e classificação NCM precisam estar consistentes entre si. Qualquer discrepância que a alfândega identificar vai custar tempo, e tempo em COMEX custa dinheiro. Acompanhe o calendário do país de origem. Se você importa da China, da Índia ou de qualquer país com feriados prolongados, inclua esses períodos no planejamento de estoque. Antecipar o embarque em duas ou três semanas pode ser a diferença entre receber a carga no prazo e explicar ao cliente por que ela atrasou. Exija visibilidade da operação. Saber onde está a sua carga não deveria ser um privilégio, deveria ser padrão. Rastreamento em tempo real e comunicação proativa em caso de ocorrência são práticas que permitem agir rápido quando algo muda, em vez de reagir depois que o prazo já passou. A diferença entre um atraso que vira problema e um atraso que é gerenciado está na velocidade da informação. Quem sabe antes, decide antes. O que acontece quando o atraso é inevitável Mesmo com todo o planejamento, situações excepcionais acontecem. Greves, eventos climáticos extremos, conflitos geopolíticos: há fatores que fogem ao controle de qualquer operador. Nesses casos, o que define o impacto no seu negócio é a qualidade da comunicação que você recebe. Um parceiro logístico que identifica o problema cedo, informa com clareza e já apresenta alternativas transforma um imprevisto em algo gerenciável. Um parceiro que só aparece quando você liga é um risco operacional que nem sempre aparece no contrato. Vale também revisar periodicamente os contratos de transporte. A Lei nº 11.442/2007 prevê responsabilidade do transportador por perdas, danos e atrasos, mas as exceções, como força maior e falhas documentais imputáveis ao embarcador, precisam estar claras para ambos os lados. Ter isso bem definido antes de precisar usar é gestão, não desconfiança. Planejamento é o melhor antídoto Atraso de carga raramente é um problema isolado. Ele costuma ser o resultado de uma cadeia de decisões, algumas tomadas com informação incompleta, outras tomadas tarde demais. O embarcador que entende as causas reais, planeja com margem e trabalha com parceiros que operam com transparência tem muito mais controle sobre a operação do que imagina. E controle, no comércio exterior, vale mais do que velocidade. A RodoAtlântico atua no transporte com foco em previsibilidade e comunicação ativa. Se você quer entender como trabalhamos para reduzir imprevistos na sua operação, fale com a gente.

O que está mudando no transporte internacional em 2026 (e o que já mudou sem você perceber)

Se você embarca — ou está pensando em embarcar — mercadoria internacionalmente, 2026 não é um ano de esperar. É um ano de decisão. As mudanças que vinham sendo anunciadas como “tendência” chegaram à operação. E quem ainda está no modo observador está deixando dinheiro na mesa — ou pagando mais caro do que precisa. Neste artigo, vamos direto ao ponto: o que realmente mudou, o que ainda está mudando, e o que você precisa acompanhar para não ser pego de surpresa. 1. As rotas internacionais seguem instáveis — e isso virou custo fixo A instabilidade no Mar Vermelho não foi passageira. O que começou como crise em 2024 se consolidou como uma nova realidade operacional: armadores seguem desviando pelo Cabo da Boa Esperança, adicionando dias de transit time e elevando custos. Em paralelo, o Canal do Panamá continua pressionado por restrições hídricas e tensões geopolíticas — e alternativas de rota estão redesenhando fluxos que antes pareciam fixos. A reorganização das rotas internacionais vem alterando fluxos de comércio e elevando o custo do improviso logístico. Quem opera com parceiros que monitoram essas variáveis ativamente sai na frente. Para o embarcador brasileiro, isso significa uma coisa prática: transit times precisam ser revisados, janelas de estoque precisam ser recalibradas e contratos de frete precisam contemplar cenários de desvio. Não é pessimismo — é gestão. 2. O nearshoring virou realidade operacional Durante anos, nearshoring foi tema de painel em feira de logística. Em 2026, é movimento concreto: empresas americanas e europeias estão efetivamente realocando produção para países mais próximos para reduzir dependência de rotas longas e cadeias frágeis. Para o Brasil, essa janela de oportunidade é real. Somos candidatos naturais a hub logístico da América do Sul, com infraestrutura portuária em expansão e posição estratégica para servir os dois hemisférios. Mas essa posição não é garantida — exige desburocratização, integração multimodal e parceiros que operem com padrão internacional. Exportadores com certificações internacionais ganham vantagem competitiva direta nesse cenário Importadores precisam diversificar origens para reduzir exposição a um único fornecedor ou rota A pressão por rastreabilidade e previsibilidade só aumenta — clientes internacionais exigem visibilidade ponta a ponta 3. IA deixou de ser diferencial — virou piso mínimo Em 2026, dizer que sua operação “usa inteligência artificial” não impressiona mais ninguém. O que importa é o que a IA está fazendo de concreto. Roteirização inteligente, previsão de atrasos, otimização de janelas de carregamento — essas aplicações já saíram do laboratório e entraram na operação diária dos principais players do setor. Mais do que isso: sistemas como TMS, WMS e plataformas de rastreamento precisam operar integrados — não como ilhas de dados separadas. A digitalização só entrega valor real quando conecta toda a cadeia. Empresas que ainda operam com sistemas desconectados estão pagando um custo invisível de ineficiência. O que ainda está amadurecendo: agentes autônomos de decisão logística — sistemas que não apenas alertam sobre um problema, mas agem para resolver sem intervenção humana. Estamos na transição. Quem entender isso calibra melhor seus investimentos agora. 4. Sustentabilidade virou filtro de mercado ESG deixou de ser discurso de relatório anual. Em 2026, grandes embarcadores globais estão usando critérios ambientais como filtro real na escolha de operadores logísticos. A IMO segue apertando metas de emissão para o transporte marítimo, impactando diretamente os custos de bunker — e esse custo chega ao frete. No Brasil, o movimento ainda está chegando, mas chega rápido. Operadores com certificações ambientais, frotas mais eficientes e métricas de emissão transparentes estão se tornando parceiros preferenciais de empresas que precisam reportar sua pegada de carbono na cadeia logística. Compliance ambiental já funciona como filtro de mercado em negociações internacionais. 5. O radar para os próximos meses Custos de frete em alta: projeções apontam aumentos expressivos em 2026, puxados por escassez de capacidade e regulação mais rígida — planejamento antecipado deixou de ser vantagem e virou necessidade Reforma tributária e logística fiscal: a mudança de tributação da origem para o destino reposiciona decisões de armazenagem e rota no Brasil — planejamento tributário integrado à operação é tendência concreta BL eletrônico (eBL) ganhando tração: menos papel, menos risco de extravio, processos mais rápidos — grandes armadores acelerando a adoção em 2026 Congestionamento em Santos: o porto segue no limite de capacidade — quem conhece o timing de cada terminal opera com menos imprevistos e menos custo de armazenagem Câmbio imprevisível: gestão ativa de exposição cambial deixou de ser sofisticação financeira e virou necessidade operacional para quem importa ou exporta com regularidade Conclusão: quem adia a adaptação paga o preço depois A disputa logística de 2026 não será vencida por quem cresce mais rápido, mas por quem opera melhor. Inovação, eficiência e sustentabilidade formam hoje um tripé inseparável — e o mercado já está precificando quem tem esse tripé e quem não tem. Você não precisa dominar todas essas variáveis sozinho. Mas precisa ter ao seu lado quem já domina. A RodoAtlântico opera transporte com foco em previsibilidade, agilidade e transparência. Se você quer entender como podemos simplificar sua operação, fale com a gente.

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