Um dos maiores terminais portuários do Sul do Brasil ficou parado por quase dois anos. Sem operação de contêineres, sem escalas, sem alternativa para quem precisava escoar carga pela região. Em outubro de 2024, o Porto de Itajaí voltou a operar sob gestão da JBS Terminais. Um ano e meio depois, os números mostram uma retomada que vai além do esperado.
Para o embarcador que importa ou exporta pelo Sul, esse movimento tem implicações diretas na escolha de rotas, na frequência de embarques e na negociação com armadores.
O que aconteceu com o porto
Em 2022, o Porto de Itajaí encerrou as atividades de movimentação de contêineres após o término da concessão anterior. O processo de licitação que se seguiu foi marcado por instabilidade: os dois primeiros colocados foram eliminados, e a empresa que venceu na Justiça transferiu os direitos à JBS Terminais com autorização da Antaq.
O resultado foram quase dois anos de paralisia em um estado com papel relevante no comércio exterior brasileiro, especialmente em setores como carnes, madeira, cerâmica e maquinário.
A retomada em números
Desde que assumiu a operação, a JBS Terminais destinou cerca de R$ 220 milhões à modernização da infraestrutura e à aquisição de equipamentos. O retorno foi rápido:
- Mais de 560 mil TEUs movimentados em um ano e meio de operação
- Crescimento médio de 12% ao mês desde a retomada
- Avanço de 60% no volume do primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025
- Volume de navios em 2025 foi 50% acima dos registros anteriores à paralisação
Atualmente, o terminal opera com área de 180 mil metros quadrados, 1.030 metros de cais, quatro berços com 14 metros de profundidade e dez linhas regulares de navegação, com sete escalas semanais. Os destinos cobrem Ásia, Europa, Américas, Oriente Médio e África.
O que isso significa na prática para o embarcador
Com o porto fora de operação, quem importava ou exportava pelo Sul tinha menos alternativas competitivas. A concentração em outros terminais reduzia o poder de negociação e aumentava o tempo de espera para embarque em determinadas rotas.
Com Itajaí operando e crescendo, o cenário muda em pelo menos três pontos.
Mais rotas disponíveis
O terminal já conecta Santa Catarina a destinos estratégicos em quatro continentes. Para o embarcador, isso significa mais opções de itinerário e, em muitos casos, tempos de trânsito menores para determinados destinos.
Mais frequência de escalas
Com sete escalas semanais, o porto reduz o tempo entre a disponibilidade da carga e o embarque efetivo. Para operações com prazos apertados, essa frequência representa uma vantagem concreta.
Mais poder de negociação
A presença de um terminal competitivo no Sul cria concorrência real entre portos. Isso tende a pressionar tarifas e melhorar as condições para o embarcador que opera na região ou tem flexibilidade para escolher o ponto de embarque.
Vale avaliar Itajaí na sua operação?
Depende de onde está sua carga, quais são seus destinos e qual é a frequência das suas operações. Para empresas do Sul e partes do Sudeste que exportam carga seca, refrigerada, maquinário ou produtos industriais, Itajaí voltou a ser uma opção que merece entrar na comparação.
Antes de fechar o próximo embarque, vale simular tarifas via Itajaí e comparar com os portos que você já utiliza.
