Quando um contêiner chega ao porto, a sensação é de alívio. A mercadoria está no país, o processo avançou. Mas é exatamente nesse momento que começam os erros mais comuns da operação logística, e boa parte deles tem custo direto no bolso do importador.
Neste artigo, vamos falar sobre três situações que travam a retirada do contêiner e geram gastos que não estavam no planejamento.
“É só chegar no porto e pegar”
Essa é uma das ideias mais frequentes entre quem está começando a importar, e também uma das que mais gera problemas.
Retirar um contêiner no porto envolve etapas bem definidas: o desembaraço aduaneiro precisa estar concluído, a DI liberada pela Receita Federal, o agendamento de gate feito dentro da janela operacional do terminal e a transportadora credenciada para operar naquele porto. Cada uma dessas etapas tem prazo e depende de informações corretas.
Se qualquer ponto falhar, o contêiner não sai. E enquanto ele fica parado, o free time segue sendo consumido.
Documentação incorreta trava a operação inteira
Divergência de peso no documento de transporte, CNPJ incorreto no Conhecimento de Transporte (CTe), credenciamento vencido da transportadora. Qualquer detalhe fora do padrão é suficiente para impedir a retirada.
No transporte de contêiner, a documentação não é burocracia acessória. Ela formaliza a operação e garante que cada parte envolvida, da transportadora ao terminal portuário, esteja autorizada a agir. Um dado errado obriga a correção antes de qualquer movimentação, e essa correção leva tempo.
Ajuste tardio tem preço
A lógica do “depois a gente resolve” não funciona em logística portuária. O free time, período em que o contêiner pode ficar no terminal sem custo adicional, é contado em dias corridos a partir da data de descarga. Quando esse prazo vence, a demurrage começa a ser cobrada.
Qualquer atraso no agendamento, na regularização documental ou na disponibilidade da transportadora consome esse prazo. O custo de um dia de demurrage varia conforme o armador e o tipo de contêiner, mas pode chegar a centenas de dólares por dia.
Planejar cada etapa antes de o navio atracar é o que separa uma operação eficiente de uma operação cara.
Planejamento começa antes da chegada
Os três pontos acima têm algo em comum: todos podem ser evitados com antecedência. Confirmar a documentação, verificar o credenciamento da transportadora e agendar a retirada dentro do prazo disponível são tarefas que precisam acontecer antes, não depois.
A RodoAtlântico cuida de cada etapa do transporte rodoviário de contêineres, do porto até o seu destino final. Fale com a nossa equipe antes do próximo embarque.
