COMUNICADO IMPORTANTE

Nova Medida Provisória— Alterações na Lei do Frete (Lei13.703/2018)Joinville/SC, 20 de março de 2026 Prezado(a) Cliente, Comunicamos uma importante Medida Provisória editada pelo Governo Federal que introduz alterações relevantes no transporte rodoviário de cargas, com impacto direto na Lei 13.703/2018 (Lei do Piso Mínimo do Frete). Nossa missão é manter você sempre bem informado(a) e amparado(a). Por isso, reunimos neste documento os pontos essenciais sobre o que foi alterado. NO DIA A DIA, COMO FUNCIONA? 1. CIOT passa a ser obrigatório em todas as operações O Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) torna-se obrigatório em 100% das operações de transporte rodoviário de cargas. Cada registro deverá conter: identificação do contratante e do transportador, valor do frete, piso mínimo vigente e modalidade de pagamento. O CIOT ficará vinculado ao MDF-e e não será emitido se o valor informado ficar abaixo do piso mínimo. Sem CIOT = operação irregular. A penalidade por operação sem CIOT é de R$ 10.500,00. 2. Penalidades muito mais severas para quem contrata frete As punições para empresas que firmarem contratos com valores abaixo do piso mínimo ficaram consideravelmente mais rígidas. Em situações de reincidência, as multas podem chegar a R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação. A empresa contratante também fica sujeita a impedimento temporário para contratar fretes. 3. Responsabilidade estendida A nova MP estabelece que anunciar frete abaixo do piso já é suficiente para ensejar punição. Adicionalmente, prevê a possibilidade de desconsideração da personalidade jurídica, tornando sócios e empresas do mesmo grupo econômico solidariamente responsáveis. 4. Fiscalização automatizada e integrada O sistema de CIOT será conectado diretamente à Receita Federal e aos fiscos estaduais e municipais, permitindo fiscalização em tempo real. O cruzamento automático entre CIOT, MDF-e e notas fiscais torna a conformidade uma exigência imediata e inegociável. O PISO MÍNIMO DO FRETE NA PRÁTICA É importante ter clareza sobre o que o piso mínimo estabelecido pela ANTT efetivamente cobre. Ele se refere exclusivamente ao custo operacional do motorista autônomo (TAC — Transportador Autônomo de Cargas) — ou seja, representa apenas uma parcela do custo real de uma operação. O que NÃO está contemplado no piso mínimo: • Tributos e encargos fiscais — ICMS, PIS, COFINS, IRPJ, CSLL e demais obrigações tributárias da operação. • Pedágios — Custos de pedágio ao longo das rotas realizadas. • Seguro e gestão de risco — Proteção da carga, rastreamento, escolta e controles exigidos pelo embarcador. • Custos operacionais da transportadora — Equipes administrativa, comercial, operacional, tecnologia e atendimento. • Margem operacional — A remuneração necessária para que a transportadora mantenha sua operação sustentável. Em síntese: o piso mínimo representa o valor mínimo que o motorista autônomo precisa receber para executar o transporte. O frete total contratado será sempre superior a esse piso, pois precisa cobrir todos os demais custos que asseguram uma operação segura, regular e de qualidade. Há uma tendência no mercado de utilizar o piso como teto de negociação. No entanto, aceitar apenas o valor do piso equivale a desconsiderar todos os elementos que garantem que sua carga chegue com segurança, dentro do prazo e com plena cobertura legal. Transportadoras que operam no limite do piso necessariamente comprometem algum aspecto da operação — seja em seguros, manutenção, regularização ou na própria remuneração do motorista. Com a nova MP, esse cenário se torna ainda mais crítico: se o valor declarado no CIOT estiver abaixo do piso, o código simplesmente não será gerado, comprometendo toda a operação e expondo tanto a transportadora quanto o contratante a riscos severos. O QUE ISSO REPRESENTA PARA O SEU NEGÓCIO A mensagem da nova legislação é direta: contratar frete abaixo do piso mínimo deixou de ser apenas uma irregularidade — agora representa uma exposição concreta e grave. Empresas que optarem por parceiros logísticos fora da conformidade legal estarão sujeitas a multas milionárias, suspensão de operações e responsabilização direta dos sócios. A escolha do parceiro logístico certo tornou-se, de fato, uma decisão estratégica de proteção patrimonial para sua empresa. IMPACTO NOS VALORES DOS FRETES Em função das novas exigências legais, informamos que será necessário adequar os valores de frete praticados para garantir plena conformidade com a legislação vigente. Esse ajuste não é uma opção — é uma condição para que a operação seja legal, segura e devidamente documentada.Além disso, é importante que você saiba que os valores do piso mínimo de frete são dinâmicos: a tabela da ANTT é atualizada periodicamente com base na variação do preço do diesel. Ou seja, sempre que o custo do combustível oscilar, o piso mínimo será recalculado — e os valores de frete precisarão acompanhar essa atualização. Em resumo: os preços do frete poderão variar ao longo do tempo conforme a tabela mínima da ANTT for atualizada em razão da oscilação do diesel. A Rodoatlântico se compromete a comunicar previamente qualquer alteração nos valores praticados. Entendemos que mudanças de preço exigem planejamento. Por isso, estamos à disposição para conversar sobre sua operação e encontrar juntos a melhor forma de adaptação dentro desse novo cenário regulatório. Estamos à disposição para responder a qualquer dúvida. Se desejar, podemos agendar uma conversa para avaliar em conjunto como essas mudanças impactam especificamente a sua operação. Atenciosamente,Equipe Comercial Rodoatlântico TransportesJoinville/SC — Março 2026 Rodoatlântico Transportes | Joinville/SC | Comunicado Oficial | Março 2026
O que está mudando no transporte internacional em 2026 (e o que já mudou sem você perceber)

Se você embarca — ou está pensando em embarcar — mercadoria internacionalmente, 2026 não é um ano de esperar. É um ano de decisão. As mudanças que vinham sendo anunciadas como “tendência” chegaram à operação. E quem ainda está no modo observador está deixando dinheiro na mesa — ou pagando mais caro do que precisa. Neste artigo, vamos direto ao ponto: o que realmente mudou, o que ainda está mudando, e o que você precisa acompanhar para não ser pego de surpresa. 1. As rotas internacionais seguem instáveis — e isso virou custo fixo A instabilidade no Mar Vermelho não foi passageira. O que começou como crise em 2024 se consolidou como uma nova realidade operacional: armadores seguem desviando pelo Cabo da Boa Esperança, adicionando dias de transit time e elevando custos. Em paralelo, o Canal do Panamá continua pressionado por restrições hídricas e tensões geopolíticas — e alternativas de rota estão redesenhando fluxos que antes pareciam fixos. A reorganização das rotas internacionais vem alterando fluxos de comércio e elevando o custo do improviso logístico. Quem opera com parceiros que monitoram essas variáveis ativamente sai na frente. Para o embarcador brasileiro, isso significa uma coisa prática: transit times precisam ser revisados, janelas de estoque precisam ser recalibradas e contratos de frete precisam contemplar cenários de desvio. Não é pessimismo — é gestão. 2. O nearshoring virou realidade operacional Durante anos, nearshoring foi tema de painel em feira de logística. Em 2026, é movimento concreto: empresas americanas e europeias estão efetivamente realocando produção para países mais próximos para reduzir dependência de rotas longas e cadeias frágeis. Para o Brasil, essa janela de oportunidade é real. Somos candidatos naturais a hub logístico da América do Sul, com infraestrutura portuária em expansão e posição estratégica para servir os dois hemisférios. Mas essa posição não é garantida — exige desburocratização, integração multimodal e parceiros que operem com padrão internacional. Exportadores com certificações internacionais ganham vantagem competitiva direta nesse cenário Importadores precisam diversificar origens para reduzir exposição a um único fornecedor ou rota A pressão por rastreabilidade e previsibilidade só aumenta — clientes internacionais exigem visibilidade ponta a ponta 3. IA deixou de ser diferencial — virou piso mínimo Em 2026, dizer que sua operação “usa inteligência artificial” não impressiona mais ninguém. O que importa é o que a IA está fazendo de concreto. Roteirização inteligente, previsão de atrasos, otimização de janelas de carregamento — essas aplicações já saíram do laboratório e entraram na operação diária dos principais players do setor. Mais do que isso: sistemas como TMS, WMS e plataformas de rastreamento precisam operar integrados — não como ilhas de dados separadas. A digitalização só entrega valor real quando conecta toda a cadeia. Empresas que ainda operam com sistemas desconectados estão pagando um custo invisível de ineficiência. O que ainda está amadurecendo: agentes autônomos de decisão logística — sistemas que não apenas alertam sobre um problema, mas agem para resolver sem intervenção humana. Estamos na transição. Quem entender isso calibra melhor seus investimentos agora. 4. Sustentabilidade virou filtro de mercado ESG deixou de ser discurso de relatório anual. Em 2026, grandes embarcadores globais estão usando critérios ambientais como filtro real na escolha de operadores logísticos. A IMO segue apertando metas de emissão para o transporte marítimo, impactando diretamente os custos de bunker — e esse custo chega ao frete. No Brasil, o movimento ainda está chegando, mas chega rápido. Operadores com certificações ambientais, frotas mais eficientes e métricas de emissão transparentes estão se tornando parceiros preferenciais de empresas que precisam reportar sua pegada de carbono na cadeia logística. Compliance ambiental já funciona como filtro de mercado em negociações internacionais. 5. O radar para os próximos meses Custos de frete em alta: projeções apontam aumentos expressivos em 2026, puxados por escassez de capacidade e regulação mais rígida — planejamento antecipado deixou de ser vantagem e virou necessidade Reforma tributária e logística fiscal: a mudança de tributação da origem para o destino reposiciona decisões de armazenagem e rota no Brasil — planejamento tributário integrado à operação é tendência concreta BL eletrônico (eBL) ganhando tração: menos papel, menos risco de extravio, processos mais rápidos — grandes armadores acelerando a adoção em 2026 Congestionamento em Santos: o porto segue no limite de capacidade — quem conhece o timing de cada terminal opera com menos imprevistos e menos custo de armazenagem Câmbio imprevisível: gestão ativa de exposição cambial deixou de ser sofisticação financeira e virou necessidade operacional para quem importa ou exporta com regularidade Conclusão: quem adia a adaptação paga o preço depois A disputa logística de 2026 não será vencida por quem cresce mais rápido, mas por quem opera melhor. Inovação, eficiência e sustentabilidade formam hoje um tripé inseparável — e o mercado já está precificando quem tem esse tripé e quem não tem. Você não precisa dominar todas essas variáveis sozinho. Mas precisa ter ao seu lado quem já domina. A RodoAtlântico opera transporte com foco em previsibilidade, agilidade e transparência. Se você quer entender como podemos simplificar sua operação, fale com a gente.
A Reforma Tributária vai mudar sua logística: você está preparado?

A reforma tributária brasileira não é apenas uma mudança fiscal — é uma transformação completa que vai impactar diretamente sua operação logística. E o tempo para se preparar está acabando. A Transição Já Começou Em 2026, entramos oficialmente na transição do novo sistema tributário brasileiro, e as mudanças são profundas. Estamos falando de uma reformulação completa da lógica fiscal que rege o transporte, armazenagem e toda a cadeia de suprimentos. Antes: 5 tributos complexos por operação (ICMS, PIS, COFINS, ISS e IPI)Agora: 2 impostos principais (CBS e IBS) com lógica totalmente diferente Por Que Isso Deve Tirar Seu Sono? O sistema atual é um verdadeiro pesadelo operacional: ❌ Cada estado tem suas próprias regras — o que funciona em São Paulo pode não valer no Rio Grande do Sul❌ Cálculos tributários são labirintos — complexos e imprevisíveis❌ Custos de frete e armazenagem flutuam sem lógica — impossibilitando planejamento preciso A boa notícia? O novo sistema promete simplificar isso. A má notícia? Se você não se antecipar, pode sair perdendo — e muito. A Grande Mudança: Do Origem para o Destino A principal revolução está na forma de calcular os impostos. Agora, o foco será muito mais no local de consumo do que na origem da mercadoria. Isso vai impactar diretamente: ✔️ Rotas de transporte — algumas podem ficar mais caras, outras mais baratas✔️ Localização de estoques — onde vale a pena manter produtos armazenados✔️ Estratégia de distribuição — quais caminhos são mais eficientes✔️ Precificação de fretes — novos cálculos, novos custos Checklist: O Que Fazer AGORA Não dá para esperar “ver o que acontece”. Empresas proativas já estão se movimentando: Revisão Contratual Analise todos os contratos com fornecedores e transportadoras. Cláusulas fiscais precisam ser atualizadas. Atualização de Sistemas Seu ERP e sistemas fiscais precisam estar preparados para as novas regras. Não deixe para a última hora. Documentação Fiscal CT-e e NF-e terão novos layouts. Teste e valide antes da obrigatoriedade. Simulação de Cenários Modele diferentes situações para entender o impacto real nos seus custos. Conhecimento é poder de negociação. Transforme Desafio em Vantagem Competitiva Aqui está o segredo: reforma tributária não é só sobre compliance — é sobre estratégia. Empresas que entenderem as novas regras primeiro vão: Sua logística pode deixar de ser um centro de custo para se tornar uma vantagem competitiva real. O Tempo É Agora A reforma tributária é inevitável. A pergunta não é “se” ela vai impactar sua operação, mas quanto você vai ganhar ou perder com as mudanças. Empresas que estão “esperando para ver” já estão perdendo. Enquanto isso, seus concorrentes mais espertos estão se preparando para dominar o novo cenário. E você? Vai liderar a transformação ou ser atropelado por ela?